Domingo, 29 de junho, saímos de metrô para ver umas obras do Richard Meier in New York. Pegamos a linha 1 e lá pelas tantas comecei a achar que a quantidade de gays era maior do que o normal no carro em que estávamos. Principalmente duas mulheres “se pegando” na porta, e outras duas sentadas uma no colo da outra, com shortinho bem curtinho e meias coloridas. Mas tivemos certeza de que tinha algo acontecendo quando uns caras entraram enrrolados na bandeira do arco irís. Fiz sinal para a Aline (vamos seguir eles) e ela topou na hora, já com aquela cara de menino que ela faz quando tem algo legal acontecendo. Quando todo mundo desceu, descemos juntos. Pronto. A confusão estava formada. Sob uma chuva muito forte a polícia organizava a saída caótica do metrô na estação Christopher-Sheridan. Demos de cara com a Gay & Lesbian Pride Parade em plena rua Christopher, a rua mais gay do mundo, segundo eles dizem. Lá se concentram lojas de artigos eróticos e especializadas em público gay. O nome verdadeiro da marcha é New York´s City Lesbian Gay Bisexual Transgender Pride March 2008. Muita gente na rua, música alta e pessoas acompanhando nas escadas de incêndio e janelas do Village. Seguimos a parada por umas 3 horas. Mais de 300 associações, grupos ou entidades desfilam durante o dia todo divcididos por seções (esportistas, fetichistas, políticos, países, religiosos…), e as 2p.m. é o Momento of the Silence (momento do silêncio), quando todas as igrejas no percurso da parada que vai da 5th avenue até a Christopher street tocam os sinos em reconhecimento aos que ficaram para trás na corrida contra a AIDS e as barreiras do preconceito. Quando passou a delegação do Brasil, sob uma batucada meio manca, a galera enlouqueceu. Pegamos muita chuva, comemos um risoto às 5 da tarde na Risoteria da Bleecker Street e voltamos para casa. A multidão de Gays e Lésbicas ia de um lado para o outro, agitados, animados, em grupos ou sozinhos, curtindo o dia mais feliz da comunidade que termina numa grande festa com música, dança, fogos de artifício e muitos romances na beira do Hudson River tarde da noite de domingo. Para falar a verdade foi uma experiência diferente, nunca vi tanta bunda de homem junto na minha vida. Uma verdadeira Lou-cu-ra.
Gay Pride Parade – New York
FUTILIDADES – Aline Figueiró, Aos pés de New York
Em Manhattan se caminha muito porque o metrô corta a região de norte a sul e as transversais têm que ser feitas a pé. Por isso as mulheres usam muito salto baixo, quase não se vê salto alto. Mesmo na noite, o salto alto dá lugar para as rasteirinhas. As sapatilhas são o must, e as sandálias do tipo gladiador a super-ultra-hiper moda do verão, é o que há! com vestidinho franzido na cintura bem curtinho. Flip-flops também são muito usadas. Traga suas Havaianas, As Legítimas, aquela com as tiras douradas, elas vão morrer de inveja.



