
Chrysler 300 -Praça de I.M.Pei em frente à Christian Science Church


Porta de Entrada de Harvard – Fenway Park, a casa do Boston Red Sox
Chegamos por um subúrbio e nos impressionamos com a quantidade de casas com a bandeira norte-americana hasteada, significando que ali tem alguém servindo nas forças armadas, e pela primeira vez nos demos conta de que o país em que estamos vivendo estes meses está em guerra. New York nem percebe, mas os subúrbios e as cidades pequenas sabem bem.
No sábado à noite na loja do hotel (Sheraton) ficamos vadiando na internet e resolvemos pesquisar para ver que obras famosas estavam lá além de uma praça belíssima do I.M.Pei, do dormitório Baker House do Alvar Aalto além do anexo da biblioteca pública do Philip Johnson. A biblioteca pública de Boston é a segunda no mundo que abriu para o público e está na tese do meu doutorado. Surprise! Le Corbusier, Saarinen e Gropius! Marcamos um super roteiro no GPS (!) e acordamos bem cedo domingo depois de jantar numa taverna chamada Whiskey´s e de fazer umas fotos pela noite.
Os prédios do Saarinen, uma capela e um centro de eventos no MIT são bem interessantes. O Baker House do Aalto fica prejudicado nesta época porque as árvores estão com folhas, mas fizemos fotos inusitadas da parte dos fundos, da casa do gerente do dormitório e das visuais que nunca vimos em livros para mostrar para nossos alunos. O espaço de convivência é extraordinário e quase nunca explorado na literatura. Visitamos o MIT Architecture, um prédio eclético, com um grande átrio, e não resistimos a caminhar pelas salas de aula. Fomos invadidos de uma imensa melancolia das oportunidades perdidas nas más administrações das escolas por onde passamos.

Gropius é um barato. O Graduate Center, antigos dormitórios dos alunos graduandos, atual dormitório da mundialmente reconhecida Harvard School of Law, são singelos e elegantes. Simples, planos que se interseccionam, espaços de convivência para os alunos, passarelas com colunas muito esbeltas. Grande vãos simétricos, prédios de até 4 pavimentos. Uma aula de arquitetura elegante desperdiçada com alunos do Direito. Em alguns momentos tivemos a sensação que estávamos em Brasília, nas quadras 400,e foi bom saber que a arquitetura se baseia e se refaz na história dela mesma, renovando-se, recriando-se, surpreendendo…como sempre dissemos. Não sei sobre vocês, mas eu e a Aline estávamos certos.
E para falar a verdade, Le Corbusier é demais.
O prédio é perfeito. Está encaixado no entorno, tem escala e todos os pontos cruciais do que ele pensava…terraço jardim, pilotis, brises, e o passeio arquitetural…ah…o passeio arquitetural. desculpe se você não é arquiteto, mas temos que falar disso. O Corbu (como aquele “mala” da Ulbra chama ele…) fez um percurso perfeito. Passando de uma rua para outra pelo meio do prédio através de uma rampa é possível perceber os melhores ângulos, as decisões mais trabalhadas, as convicções mais expressas. Cada passo é uma surpresa, cada surpresa uma nova história, bem como o Bregatto costuma dizer na aula 03 de PA-1. O Carpenter Center (isso mesmo, um centro de carpintaria de Harvard feito pelo arquiteto mais famoso do mundo) é uma aula de arquitetura, um acerto concreto. Não resistimos à foto de Modulor com a câmera equilibrada em cima de um muro.

Boston foi genial, uma lição de arquitetura em diversas visões: I.M. Pei e um espaço público lúdico; Saarinen e suas coberturas curvas; Aalto e os materiais telúricos; Philip Johnson e a releitura do passado; Gropius e seus planos que criam espaços, e Le Corbusier, que nos deu de presente o passeio arquitetural pelo Carpenter Center para arrematar um final de semana memorável. Boston é aqui!
Por Aline Figueiró
Uma das modas de verão em New York é usar esmalte rosa pink nas unhas do pé. Nada demais, mas o demais é que nas mãos a cor é diferente, bem clarinha ou nenhuma. No Brasil chamamos isso de Renda ou Misturinha, mas aqui está tão forte a moda que se a gente pede a mesma cor nas mãos e nos pés as chinesas manicures riem da gente naquela língua estranha que elas falam meio parecido com inglês. Gostou? Sênquiú!










Junho 25, 2008 às 9:04 pm
a cada post eu me surpreendo mais! essa rodada arquitetônica foi show de bola! o corbú é mesmo o cara… visitei aquela casa dele em la plata, na argentina, e quase enlouqueci. escuta, vocês não acharam nenhuma casa do wright por aí não?
ah, deixa a aline escrever mais. aliás, todo post deveria ter uma dica da alemõa. ía ser massa.
ô seven, quando tu voltar me traz um boné de um desses times de baisebol?
e perfume. me traz uns perfume.
abraço,
g